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Cidadão do Céu
Desde: 21/04/2019      Publicadas: 1      Atualização: 21/04/2019

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 Despertando

  21/04/2019
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O Cristão e a sociedade

O Cristão e a sociedade
  A diferença entre os cristãos e o resto da humanidade não é uma questão de nacionalidade ou linguagem ou costumes. Os cristãos não vivem separados em cidades próprias, nem falam um dialeto peculiar, nem praticam um modo de vida excêntrico. Tampouco, seguem esta ou aquela escola de pensamento humano. Ou seja: 
* Em primeiro lugar, os cristãos não podem ser definidos pela localização geográfica: estão em todos os países, em todas as cidades, em todos os bairros. Não se isolam das outras pessoas, mas estão dispersos no meio delas.
* Em segundo lugar, os cristãos tampouco se definem por um vocabulário próprio, que as outras pessoas estranham; não marcam a fronteira de sua comunidade por meio de uma maneira peculiar de falar.
* Em terceiro lugar, não se definem por costumes ou um modo de vida excêntrico, ou seja, pela ênfase nas dimensões exteriores da religião. E, finalmente, não se identificam, como comunidade cristã, com uma determinada ideologia ou espírito da época.
 
  Como outras pessoas, os cristãos casam e têm filhos. Todo cristão divide sua mesa com o seu próximo, mas nunca o seu leito conjugal, porque rejeitam tanto a promiscuidade como a desvalorização da mulher envolvida em certas noções errôneas de hospitalidade. Mas praticam, sim, a hospitalidade, um valor central nos próprios Evangelhos e na igreja primitiva, e com certeza uma das principais razões do crescimento da igreja. 
 
  Enfim, a relação dos cristãos com o mundo é como a relação da alma com o corpo”, ou seja, difusa (“os cristãos estão em todas as cidades do mundo”) e invisível (“os cristãos podem ser reconhecidos no mundo, mas o seu cristianismo em si permanece escondido”). Isto é, a raiz do seu cristianismo não está à mostra. 
 
   Na verdade, o mundo odeia os cristãos sem provocação. Mesmo assim, amam aqueles que os odeiam. Respondem à calúnia com a bênção, e ao abuso, com a cortesia”. Não respondem à calúnia com processos e ao abuso com mais abuso. Nem muito menos respondem às acusações plausíveis com teorias da conspiração!
 
  São os cristãos que mantêm a unidade do mundo. É uma afirmação cristológica, mais do que lógica. Em Cristo, o Verbo de Deus, o agente da criação, os cristãos participam da manutenção do mundo e, sobretudo, de sua unidade. O papel dos cristãos é contribuir para a unidade do mundo.
 
  A base cristológica de tudo isso sobressai em seguida, num trecho de grande beleza. “O mensageiro que Deus enviou ao mundo não foi algum servo seu, nem um dos grandes do mundo, mas foi o próprio artífice e construtor universal em pessoa, Jesus Cristo. E sua vinda não foi, como poderíamos supor, com grande poder e terror. Foi com mansidão e humildade, porque Deus queria nos salvar pela persuasão e não pela compulsão – pois não há compulsão em Deus.” Muitos séculos antes da famosa afirmação islâmica, bastante repetida hoje, de que “não há compulsão na religião”, os cristãos primitivos afirmam a mesma coisa, baseados no dever cristão de imitar o próprio Jesus. “Sua missão não foi de nos perseguir; foi de nos convidar.”
 
 Existe um convite à fé, mostrando que a relação social da igreja não se divorcia da evangelização. Se você também deseja ter esta fé, a primeira lição é o conhecimento do Pai. Deus amou a raça humana. Foi por sua causa que ele fez o mundo. Formou-os à sua própria imagem, enviou-lhes seu único filho. Daí que, se você o ama, se tornará imitador da sua bondade. A fé cristã significa a imitação do caráter de Deus. É o amor a Deus e ao próximo, como no famoso resumo da lei feito por Jesus, o que desemboca numa atitude diferente frente ao poder e ao dinheiro. A felicidade não se encontra em dominar os nossos semelhantes, ou em querer ter cada vez mais. Mas, devemos sim,ajudar carregando o fardo do seu próximo, suprindo a necessidade alheia com a sua própria abundância, dividindo as bênçãos que recebeu de Deus, alcançando assim o que Deus ordenou " Amarás ao teu próximo como a ti mesmo... "






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